sexta, 04 outubro 2019 08:32

Londres vai ter um Museu da Vagina

Escrito por
Classifique este item
(4 votos)
Londres vai ter um Museu da Vagina Londres vai ter um Museu da Vagina

O Museu da Vagina vai abrir portas em novembro de 2019 com o propósito de desmistificar os assuntos sobre o tema, ainda tabu para muitas pessoas, incluindo mulheres.

Já existe, na Islândia, um museu totalmente dedicado ao pénis, portanto, agora, é o momento da vagina ser a pièce de résistance, ideia da cientista em comunicação, Florence Schechter.

“Não existe um museu dedicado à vagina em nenhum lugar do mundo. Isso sempre me incomodou e decidi resolver a situação, criando o meu próprio museu da vagina", disse Florence.

De acordo com entrevistas feitas há alguns anos para um estudo, 65% das mulheres com idades entre os 16 e 25 anos sentiam vergonha e constrangimento em usar palavras como “vagina” e “vulva”. Infelizmente, algumas delas também evitaram, inclusive, visitas a um médico ginecologista por vergonha.

O Museu da Vagina pretende, então, mudar mentalidades e assim contribuir para uma maior consciência sobre a anatomia e a saúde ginecológica.

Também pretende derrubar as barreiras em relação aos homens sobre o tema já que muitos não se sentem confortáveis em falar com as mulheres ou namoradas sobre o assunto.

Depois de uma campanha de 'crowdfunding' ter reunido os fundos necessários, o primeiro museu do mundo dedicado à vagina será inaugurado no dia 16 de novembro, num local temporário no mercado de Camden, em Londres, com uma exposição intitulada "Muff Busters: Mitos da vagina e como combatê-los".

Para além de todo o material referente a vaginas, o museu irá receber convidados, como a escritora Emma Rees, que possui um best-seller sobre a vulva e o seu lugar na literatura e História.

Contemplará, ainda, um programa de eventos com palestras, painéis, oficinas, aulas e noites de comédia, bem como um programa de divulgação que colaborará com profissionais médicos para fornecer melhores serviços para apoiar as comunidades trans e intersexuais. Também visa destacar questões importantes que afetam as mulheres, como o consentimento, a imagem corporal e interseccionalidade.

Os assuntos abordados vão contemplar “toda a importância cultural e histórica desta anatomia ginecológica”.

Também vai ser exposta a história dos métodos contraceptivos, assim como vão ser abordadas questões de saúde sobre o órgão sexual feminino.

O museu irá incluir a realidade dos homens trans. ”Expor, não somente homens trans, mas pessoas não binárias que têm vagina, fará parte das nossas exibições”.

Ler 100 vezes Modificado em segunda, 14 outubro 2019 14:01
Sara Ribeiro

Redatora Principal

"Tomei o gosto pelas palavras bem cedo.
Encantada por todas as leituras e escritas que passaram e continuam a passar por mim, o meu percurso inevitável em Comunicação guiou-me até aqui.
Continuarei, para sempre, enamorada pelo poder da informação e pela liberdade que ela respira."