sexta, 30 outubro 2020 16:43

Rejuvenescimento facial: tratamentos minimamente invasivos têm cada vez mais procura

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Ainda não se conhece ao certo o impacto da pandemia, mas até então, o botox e o ácido hialurónico apresentavam um crescimento de 17% e 12%, respetivamente.

A preocupação com a beleza é cada vez mais comum, mas quem procura uma melhoria da sua aparência através de procedimentos estéticos, sobretudo aqueles que promovem um rejuvenescimento facial, pretende um resultado natural.

Ainda não se sabe qual o real impacto da pandemia na área da cirurgia estética, mas até então a tendência de procura era crescente. Segundo o relatório da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgado no final do ano passado, apontava para um aumento na procura do botox em 17%, desde 2017, e um aumento em 12%, durante o mesmo período, na procura por tratamentos de preenchimento. Segundo Luiz Toledo, cirurgião plástico, isto deve-se sobretudo ao facto “destes procedimentos serem minimamente invasivos, podendo ser aplicados num ambiente de consultório, com anestesia local ou sem anestesia e com uma duração de cerca de trinta minutos. Mesmo os procedimentos menores, como a lipoescultura de face, que inclui lipoaspiração e enxerto de gordura, também podem ser realizados sob anestesia local, com alta umas horas depois”.

No que respeita aos preenchimentos faciais, o ácido hialurónico tem tido uma grande procura, sendo usado para “o preenchimento de rugas e depressões na face. As principais vantagens são a grande aceitação pelo organismo, a quase ausência de efeitos colaterais e o facto de serem completamente reabsorvíveis em seis meses”, explica o especialista. A acrescentar a estas vantagens, os procedimentos de rejuvenescimento facial não cirúrgicos têm ainda a vantagem de não precisarem de qualquer preparação para a sua realização, ao contrário dos cirúrgicos, que requerem exames clínicos antes da intervenção.

Quanto à idade para começar a fazer, Luiz Toledo explica que “em geral, a partir dos 35 anos, mas depende muito de quando começam a surgir os problemas e, por isso, há quem comece, por exemplo, aos 25 anos (normalmente pessoas com muita exposição solar)”. O especialista acrescenta que “em termos de procedimento a aplicar, em geral, as pessoas mais jovens precisam apenas de tratamentos não cirúrgicos. Depois dos 40, no entanto, estes tratamentos ajudam, mas não resolvem todos os problemas, pelo que normalmente só a cirurgia de rejuvenescimento trará os resultados pretendidos”.

Ainda que se assista a um aumento da procura por parte dos homens, as mulheres continuam a ser as que mais recorrem a este tipo de tratamento.

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