domingo, 26 maio 2019 11:58

Conversa com as estrelas Nuno e Nagyla

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Dançarinos, instrutores e coreógrafos, Nuno Pesqueira e Nagyla Galvão, começaram a dançar como casal em 2009, enquanto membros do Grupo de Dança de Desporto Escolar. Depois de ganharem, em 2010, o Campeonato Internacional de Kizomba - África a Dançar, juntaram-se à Companhia de Dança Afrolatin Connection. Os seus espetáculos destacam-se pela criatividade, musicalidade e uma ligação extraordinária. Em 2013 e 2014 foram campeões nacionais de salsa e, em 2015, Campeões Mundiais de Kizomba – Kizomba Open 2015. Em 2016, ganharam o prémio de melhor coreografia nos Dance Awards em Lisboa e, em 2018, foram premiados pelo World Kizomba Awards com os prémios de Melhor Show 2017 e Melhores Dançarinos de Kizomba 2017 estando nomeados, este ano, para o prémio de Melhor Show 2018.

Como é que surgiu o gosto, a paixão pela dança?

Nagyla: No meu caso, já veio do Brasil, com o samba, já gostava muito de dançar. Aqui, quando comecei na escola, foi uma inspiração ver a alegria das pessoas e poder partilhar o movimento e, a partir daí, ganhei essa paixão e quis continuar nesta área.

Nuno: Eu comecei no teatro, havia ali um complemento de dança. Mas depois no grupo escolar, na escola secundária, comecei a interessar-me mais, achava interessante poder dançar com uma pessoa que não conhecia de lado nenhum e simplesmente comunicar com o meu corpo, ter uma conversa através do corpo, e isso é como uma droga, queremos cada vez mais, saber mais passos, saber mais musicalidade, ou seja, nunca chegamos a um limite. E conheci a Nagyla lá, conhecemo-nos a ter aulas com um professor de Educação Física, que ensinava dança, e começámos a competir entre escolas e a conhecer uma realidade que até então desconhecíamos. Eu pensava que a dança era apenas para diversão, um hobby, e foi aí que começámos a entrar em competições e a conhecer pessoas da área e a entender que é possível viver disto, de um sonho.

Como é que se juntaram num par?

Nuno: Foi interessante porque era um grupo com vários pares, rotativos, mas o professor deixava ao critério de cada um, e nós começámos a dançar juntos, sentíamo-nos bem, à vontade com o nosso corpo, ou seja, havia uma conexão ali diferente do resto dos elementos do grupo mas foi algo sempre natural.

É muito importante a conexão entre os dois?

Nuno: Completamente. Acho que é o mais importante, acima de tudo. É o à vontade com o corpo.

E isso vê-se quando dançam juntos, transmitem isso...

Nuno: Os comentários mais intensos são esses. Não tem a ver com, “olha, aquele passo é bonito”. É a intenção do passo, aquilo que ele quer transmitir, não simplesmente a movimentação mas sim a história que ele tem, o que faz a pessoa sentir, sem palavras.

Em algumas palavras, para cada um, o que é ou o que significa a dança?

Nuno: Vou dizer vida, porque a mim dá-me vida. Quando danço fico com as energias carregadas.

Nagyla: É expressar através do movimento, é transmitir o sentimento pelo movimento.

Além de salsa e kizomba, que outros estilos dançam?

Nuno: Essas são as principais: salsa, kizomba, e bachata também. Mas todas elas são danças sociais, e nós temos também um complemento de ballet contemporâneo que dá conhecimento ao corpo, como se caminha em palco, ou como se faz uma apresentação, o que é fundamental. A dança social é de festa, nós trazemos a dança social para cima do palco, portanto, tem que ter outras ferramentas para que ela possa ser apresentada como espetáculo, como número, não como uma demonstração.

Quando dançam salsa, é 100% salsa ou há inspirações exteriores?

Nuno: Não há 100% de nada. Há sempre inspiração em qualquer momento do nosso dia-a-dia, da nossa vida. Eu vejo vídeos de tango, dança de salão, de hip hop... Existe fusão de tudo e mais alguma coisa, não há limites. Qualquer pessoa pode ser o que quiser. Não há qualquer barreira, o mais importante é transmitir, do que propriamente estar explícito o que ali está.

Qual o vosso estilo de dança preferido?

Nagyla: Não falo de estilo em si, mas a nível de abraço, a ligação em si, sinto mais em kizomba, porque estou mais próxima do corpo da outra pessoa. Mas para transmitir alegria ou felicidade é a salsa, transporta-me para outro mundo.

Nuno: A kizomba tem um abraço completamente diferente, não existe em outros ritmos. Tem que ser como uma pergunta e uma resposta. É tão difícil e, hoje, cada vez mais, existir a conexão com as pessoas, estamos sempre com os telemóveis, cada vez mais à distância. Já me aconteceu estar em festas, não saber quem é a pessoa, mas o abraço ficou na memória. Essa proximidade e, ao mesmo tempo, essa distância, porque não conheço a pessoa, é realmente uma coisa especial, que marca.

A preparação para cada uma dessas danças traz um treino específico?

Falando tecnicamente, no estilo é totalmente diferente, ou seja, na kizomba, o movimento vai ser da cintura para baixo, na salsa já vou ter um movimento mais em conjunto com o corpo todo, já vou rodar mais, a minha técnica vai ser diferente. Geralmente a mulher usa mais a ponta na salsa, o pé todo na kizomba. A latina é algo mais rápido, tenho que estar preparado para rodar porque a mulher vai ter que rodar bastante, vou utilizar mais os dedos, é totalmente diferente. Agora, na preparação de um espetáculo, além de trabalhar a parte específica, existe a parte atlética. Nós muitas vezes trabalhamos com ginastas com quem praticamos coisas básicas, como pegar no outro corpo, a força que a mulher tem que fazer, o trabalho de centro, ou seja, um trabalho de complemento para fazer um espetáculo, mas isso não é salsa, nem kizomba. Cada ritmo é um trabalho correspondente. Existe também o fitness para treinar a flexibilidade.

Praticam todos os dias?

Oficialmente são 3 dias por semana, 3 horas, mas isso é o mínimo.

Quando estão a dançar, a vossa mente está presente no momento, ou transcende?

Isso é o ideal mas primeiro a mente tem que estar focada para conseguir chegar lá. Numa primeira fase, é um pouco robótico, só depois é que sai a parte mais emocional.

Têm algum ritual ou rotina própria antes das competições?

Nuno: Neste momento viajamos em congressos, damos aulas e fazemos espetáculos, já não competimos há cerca de dois anos. Mas, na altura, quando éramos mais jovens, em competições, não respeitávamos muito o nosso corpo, ensaiávamos todos os dias, de manhã à noite. Estamos a tentar começar a trabalhar na meditação porque cada vez mais sentimos essa necessidade: a mente com o corpo. É impossível entrares num palco e clicares num botão on e “estou pronto”, não. Tens que encarnar alguma coisa. Às vezes estás a transmitir alguma coisa que não é teu, que não é da tua vida. E acho que cada vez mais a mente tem que estar muito ligada ao corpo.

Nagyla: Mais ativa.

Nuno: Sim, e acho que estamos nesse processo. Não podemos dizer “estamos a conseguir”, mas já temos um abraço em que ficamos bastante tempo antes de entrar no palco, um silêncio, a mão dada para sentirmos a respiração, já há essa preocupação, mas ainda está longe da perfeição. Mas sim, é fundamental essa ligação entre a mente e o físico.

Não só a ligação entre o próprio físico e mente, mas também com o da outra pessoa?

Nuno: Muito importante. Estou com outra pessoa, então temos que ser um, se alguém nos está a ver dançar, o que a pessoa tem que sentir é uma energia só, dos dois.

Nagyla: É um corpo só.

Nuno: Quando alguém vê um show a par, tem que ver, não duas pessoas, mas a energia do par. Se os dois não estão conectados, ou com o mesmo foco, vai-se sentir uma luta, não é uma pergunta e resposta, vão ser duas perguntas e vai ser uma discussão.

Em Portugal, as danças parece que não encontraram bem o seu lugar...

Nuno: Acho que é mais falta de apoio do que propriamente um lugar. Existem as danças mais sociais, vistas como diversão e sim, sente-se que há uma divisão. Mas existe muito esse preconceito, essa desvalorização, por ser uma dança social “qualquer pessoa faz”. Mas acho que estamos no bom caminho e a televisão tem ajudado, há mais dança na televisão, as pessoas ficam mais familiarizadas. Antigamente era um espanto, “um homem a dançar”, hoje já nem tanto. Há mais homens, às vezes, que mulheres nas aulas. A mentalidade começa a mudar e acho que a kizomba foi um ritmo que quebrou muito com essa mentalidade.

Nagyla: As mentes estão mais abertas.

Encontraram algum tipo de dificuldade no vosso percurso?

Nagyla: Não, não sentimos.

Nuno: Nunca sentimos dificuldades porque sempre nos rodeamos de pessoas que nos incentivaram.

Nunca ninguém vos tentou deitar abaixo?

Nuno: Já senti alguma estranheza quando digo que sou bailarino e perguntam-me “mas qual é a tua profissão mesmo?”. Ainda existe essa mentalidade, as pessoas pensam que ninguém vive das artes, é um hobby, não é considerado profissão, mas lazer. As pessoas só pensam no momento do palco, mas existe muito trabalho antes e por trás disso, muitas privações. Por exemplo, nós ensaiamos durante o dia e, à noite, damos aulas, e é nesse horário que as pessoas estão a sair para se divertir ou para relaxar. Nomeadamente quem é mãe ou pai, é difícil porque quer estar com o filho nos horários em que ele sai da escola e não pode porque vai começar a trabalhar, ou no fim-de-semana que os filhos estão em casa, vai viajar. É algo difícil que só é possível com muita organização e as pessoas têm de ter uma mente aberta e respeitar.

É complicado, então, conciliar a vida de dançarina com uma família?

Nagyla: No início não foi nada fácil, principalmente conciliar a nível de horários, mas agora eu e o pai já conseguimos organizar melhor os horários, mas, no fim-de-semana, é um pouco difícil porque ele tem que ficar sempre com o pai para eu poder estar fora e, claro, as saudades apertam.

A mentalidade está a mudar, o panorama está a mudar, mas, na vossa opinião, o que mais pode ser feito? Mais divulgação? Onde entra a televisão aqui?

Nuno: Quando começou o “Dança com as Estrelas”, mostraram a kizomba e as aulas enchiam. Porque existe isso, isso é importante. É importante o que aconteceu connosco no desporto escolar. Há ginástica, andebol, futebol, porque não dança? A dança existe, eu vivo disso. Pode ser o futuro de alguém, não se pode desvalorizar. Se não fosse o desporto escolar, onde conhecemos uma realidade que nos encantou e nos apaixonou, certamente teríamos seguido outros caminhos. Acho que a dança tem que estar mais presente, não digo ser uma disciplina obrigatória, mas acho que a escola tem que ter essa liberdade para o aluno experimentar.

Nagyla: Sim, uma aula opcional.

Já ganharam muitos prémios. Algum que se distinga dos outros, em termos de identidade, ou de trabalho e esforço?

Nuno: Isso é muito relativo. O que identifica mais, acho que é o prémio de melhor show, porque é uma área de que gostamos muito, e ir a uma competição, e o nosso show ficar em primeiro lugar, para nós, é uma honra porque, se calhar mais que kizomba, gostamos de estar em cima do palco. Agora, com mais trabalho, se calhar é o primeiro prémio que tivemos, em 2010, no África a Dançar. Tínhamos 16 anos, a competir com gente experiente e, de repente, ganhamos um campeonato a nível mundial de kizomba. Foi o que teve mais impacto por causa do momento em si. É como uma porta aberta, “isto e possível”. Estávamos ali, na ingenuidade da idade, para nos divertir.

Nagyla: Desfrutar o momento.

Nuno: Às vezes uma pessoa sonha muito mas, naquele momento, quando não há expetativas e é simplesmente porque se gosta de fazer algo, é o mais importante e o mais difícil.

Em 2018 foram semifinalistas no ‘Got Talent’ de Espanha. Como foi participar no programa?

Nuno: As nossas primeiras viagens, os nossos primeiros eventos foram em Espanha. Ainda existe muito aquela mentalidade, infelizmente, de seres valorizado fora. Aqui, em festas ou congressos, as pessoas valorizam mais, muitas vezes, o cartaz de fora.

Espanha tem outra mentalidade em relação às danças?

Nuno: Sim, e evolução também. Existe mais gente a dançar, existe um mercado enorme. Em Espanha existe mensalmente, pelo menos, um evento, em Portugal de 3 em 3 meses. Há uma dimensão e abertura completamente diferentes, mais sítios para dançar. Em Madrid posso ir todos os dias a um sítio diferente dançar, as escolas então, nem se fala.

Nagyla: Há uma abertura muito maior.

Nuno: Mas o ‘Got Talent’ foi uma boa experiência, fomos bem recebidos. Como viajávamos tanto para Espanha, as pessoas acabaram por seguir o nosso percurso, então sentíamo-nos bem.

Nagyla: Como se estivéssemos em casa.

Nuno: Sentíamo-nos confortáveis. Existe um meio muito definido da salsa e da kizomba, então, nesse meio, as pessoas conhecem-nos mas, mesmo a nível do programa, dos outros concorrentes, foi uma ótima partilha, para repetir, agora em Portugal!

Foram júris no África a Dançar e no Campeonato de Kizomba de Itália. Como foi avaliar em vez de serem avaliados?

Nuno: Eu falo por mim: não sou muito fã de avaliar alguém. É muito subjetivo, há pontos certos e determinantes, se tamos a falar de técnica ou interação entre os dois; depois há aqueles parâmetros mais difíceis, de gosto pessoal, a roupa, um passo, a musicalidade, posso achar que encaixou bem naquela parte, o júri ao meu lado se calhar não. Mas é especial, é um reconhecimento estar na mesa dos jurados e uma responsabilidade avaliar outras pessoas, porque ali estão horas de trabalho, privações e histórias.

Querem entrar em competições no futuro próximo?

Nuno: Sim, queremos continuar. É muito fácil uma pessoa entrar na rotina, uma competição dá-nos metas.

Nagyla: Um foco.

Nuno: E é sempre arriscado estar em frente a um jurado, podem não entender, mas é o risco, essa adrenalina que nos faz sentir, a adrenalina é combustível.

As vossas atuações transmitem muitos sentimentos. As coreografias são vossas, todas elas?

Nuno: Sim, sempre foram e isso é o mais especial. Como na música, um cantor que canta uma música que ele escreveu, tem algo dele, tem outra intenção quando é cantada. Na dança o corpo é teu, vais movimentar-te da tua verdade, vai ser muito autêntico. Mas nós sempre gostamos dessa parte da criação. Não só estar em cima do palco, mas todo o percurso antes de estrear um trabalho. Estamos sempre à procura de aprender mais, querer mais.

Nagyla: Buscar inspirações noutras áreas.

Nuno: E tentar não cair na rotina, não estagnar.

Como é esse processo de criação das coreografias?

Nuno: O mais difícil, muitas vezes, é a música, porque ela direcciona, é o ponto de partida. Depois de ter a música vais procurar que ambiente queres, que estilo, que movimento, que fluidez. A partir daí, começamos a coreografia, a experimentar coisas, sem regras.

Nagyla: É estar no momento.

Nuno: Há dias em que é frustrante, depois de 3 horas saímos sem nada feito, voltamos no dia a seguir e repetimos, alteramos, e há dias que sai tudo. Mas é autêntico, dinâmico.

Como sabem quando a coreografia está pronta?

Nuno e Nagyla: Nunca sabemos! (risos)

Nuno: Sempre existem alterações, nunca nada é fechado. Não é do género, “acabou a coreografia, está aqui o produto”. Deveria ser, mas não vejo dessa maneira, é algo que está sempre em transformação, acho que um trabalho desses não pode estar estagnado, porque o nosso corpo vai modificando, tal como a nossa mente.

Nagyla: É uma evolução mental, se depois queres voltar para trás, não vais ser a mesma pessoa.

Onde vos leva este percurso? Qual o objetivo final, algum palco ou prémio?

Nuno: Acho que não existe nenhum palco, melhor, acho que existem momentos. Atuações mais pequenas que fizemos, por vezes foram mais intensas do que outras em palcos e públicos maiores. Cada vez mais procuramos que, naquele momento, seja nosso, do público e nada mais. Fazer menos e sentir mais, com mais intenção, mais verdade. Quanto a objetivos, têm que existir, senão andamos à deriva. Gostava de ter um sítio, não escola de dança, mas um laboratório, algo de arte, em que posso ter música, bailarinos, atores... Um espaço físico de criação onde se respirasse arte, um sítio de arte, também escola onde se aprendesse mas, acima de tudo, que se partilhasse e criasse. A fusão é a verdade e dá força, juntar arte é arrepiante.

Como bailarinos, qual foi a vossa melhor experiência?

Nuno: Nós fizemos parte de uma companhia aqui do Norte, os Afrolatin Connection, onde aprendemos muito, a dar aulas, a entender do meio em si e, depois de 4 anos, saímos porque queríamos começar a fazer as nossas coreografias. Houve um festival, onde estreámos a nossa primeira coreografia depois de sair da companhia, onde estávamos a concorrer a solo e, mal termina o show, lembro-me, e isto é o auditório onde fazem os globos de ouro de Espanha, da plateia cheia, toda de pé. A partir desse dia, começámos a ter convites de várias partes do mundo, foi uma porta para o mundo. Esse dia, como me recordo, é um misto de insegurança e uma felicidade intensa.

Além de bailarinos e coreógrafos também são instrutores. Que danças ensinam?

Nuno: Salsa, kizomba e bachata também, que acho que vai ser a próxima moda, a próxima novidade. Já há festivais desse ritmo, a música é fácil de escutar.

Quais as maiores dificuldades em dar aulas?

Nuno: Estamos a falar de pessoas e todas são diferentes. Aparecem algumas que nunca dançaram ou que não têm uma conexão muito grande com a música, outras que têm um à vontade grande, um ouvido e movimentação naturais e que nunca dançaram. Mas são danças sociais e foi interessante aprender que, depois de um dia de trabalho, as pessoas vão para se divertir ao mesmo tempo que aprendem, cada vez mais vão para relaxar e conhecer pessoas.

Têm alguma mensagem para quem sonha dançar?

Nuno: A dança mudou a minha vida para melhor, continua a fazê-lo. Uma pessoa deve experimentar e deve sentir, ou não, essa conexão. Para quem tem esse sonho, é importante vivê-lo porque é a melhor sensação possível. E não ter medo. Existem portas a fechar, quedas, mas, se realmente se quer, é preciso ter isso em mente e não desistir. Nós também tivemos momentos difíceis mas o que resulta é dar tudo. Não passar pelas coisas por passar, ser autênticos se realmente são apaixonados pelo que fazem. Trabalhar e investigar, aprender com aquele e com o outro, não ter barreiras. É fundamental não ligar a um estilo só, claro que tem que haver uma direção, uma identidade, mas manter os olhos abertos ao que está a acontecer à volta, porque é o que nos faz diferentes uns dos outros.

Nagyla: Transmitir a dança como se fosse um sonho, subir uma escada, subir degrau por degrau. Claro que vai haver dificuldades, mas é lutar o máximo possível e acreditar. Se acreditar e lutar, vai conseguir no final.

Ler 371 vezes Modificado em domingo, 26 maio 2019 21:49
Sara Ribeiro

Redatora Principal

"Tomei o gosto pelas palavras bem cedo.
Encantada por todas as leituras e escritas que passaram e continuam a passar por mim, o meu percurso inevitável em Comunicação guiou-me até aqui.
Continuarei, para sempre, enamorada pelo poder da informação e pela liberdade que ela respira."