quinta, 27 setembro 2018 11:01

Aceitar as emoções é o primeiro passo para as saber gerir.

Escrito por
Classifique este item
(3 votos)

As emoções são inerentes à nossa existência, mais do que isso, as emoções asseguram a nossa sobrevivência. Antes de pensarmos as emoções, devemos ir à raiz etimológica da palavra emoção. Provem do latin e + movere, que significa movimento para fora, para o exterior. Perante um estímulo, que pode ser um acontecimento, uma pessoa ou uma memória, há uma resposta neurológica, física, é a isso que chamamos de emoção. Quando ocorre o nosso cérebro, ativa um conjunto de respostas adequadas aquela situação. Por isso a emoção é sempre associada a uma ação. Usamos as expressões faciais, por exemplo, para mostrar ao mundo como nos sentimos.

É verdade que existem emoções que nos provocam sensações eufóricas e outras disfóricas, ou sensações positivas e negativas. Esta dualidade garante assim a nossa sobrevivência e funcionalidade no mundo. Se pensarmos na perda de alguém que nos é querido é natural que nos sintamos tristes. Se formos almoçar com alguém que gostamos, é espectável que nos sintamos felizes.

No entanto, as emoções “negativas”, parecem sem mais difíceis de aceitar e há muita gente que tenta nem sequer as sentir. Precisamos fazer a distinção entre a capacidade de vivenciar emoções negativas e o negativismo.

Se terminarmos uma relação, é esperado que durante um tempo nos sintamos tristes, que tenhamos de passar pelo processo de luto. A capacidade de experienciar estas emoções na sua plenitude, permite à pessoa refletir sobre o que correu menos bem, quais os padrões de relação que tem, possibilita algum isolamento para se dedicar a ela própria e ao processo de valorização pessoal. Existem duas formas pouco funcionais de lidar com esta perda: fingir que está tudo bem ou acreditar que nunca mais vai ficar bem. O negativismo é o alimentar constante das emoções negativas, sem aprender com elas, é a incapacidade de extrair algo de positivo da experiência, é acreditar que o fim de uma relação dita todas as seguintes.

Quando se fala em inteligência emocional, deve-se falar da capacidade de se sentir e entregar às emoções. Estar num determinado estado emocional, não significa ser esse estado emocional. Estar triste é diferente de ser triste. Sempre que sentir uma emoção, seja agradável ou desagradável tente percecionar como o seu corpo reage, que tipo de pensamentos gera, quais os comportamentos que toma, quais são os que têm tido sucesso.

Evitar ou reprimir as emoções, fugir ao que se sente, pode trazer danos à sua saúde mental e física. São vários os estudos que demonstram o impacto negativo que tem a repressão emocional.

Por isso, para o bem ou para o mal, permita-se sentir, alimentando sempre uma atitude positiva!

Ler 297 vezes Modificado em quinta, 25 outubro 2018 23:47
Raquel Ferreira Santos

Psicóloga Clínica & Consultora em Desenvolvimento Pessoal

Biografia

Raquel Ferreira Santos, formada em Psicologia Clínica pelo ISPA, desde 2011.

Desde cedo que a sede de saber mais sobre o ser humano e os seus comportamentos, ditou o seu percurso pessoal e profissional.

Tem como principal valor a família, essa é uma das suas bandeiras. Acredita que os adultos têm de ser responsáveis pela educação de todas as crianças. Porque elas serão os adultos que no futuro cuidarão dos velhinhos que nós já seremos. Passar os valores de respeito, empatia e união é essencial. Aprender a ver o mundo pelos olhos de uma criança é uma questão de sobrevivência da humanidade.

Encontrou na escrita o refúgio e a voz, para expressar tudo o que se atravessa entre a cabeça e o coração.

Acredita ser uma pessoa que estará em fase de construção até ao fim dos seus dias.

a.raquelfsantos@gmail.com

www.ohfoisemquerer.com