O Supernova era um hostel desde 2012, agora, é bem mais do que isso. É um "espaço de troca de culturas que une viajantes que querem conhecer o Porto e os portuenses que querem conhecer outras culturas", diz Mónica Almeida, diretora de operações do Supernova.
Os sintomas de saturação do turismo no Porto faziam-se sentir na altura, mas a paixão por receber viajantes nunca vacilou.
O espaço foi então repensado para "que contribuísse mais para melhorar a qualidade de vida dos portuenses", sem deixar de oferecer um local de abrigo para os viajantes que passam pela cidade.
Com o desejo de criar um espaço original, diferente das tendências que se começavam a banalizar, como as tendências tropical, naturalista, minimalista, vintage e industrial, o Supernova atingiu o seu intuito de oferecer uma "experiência intensa", "uma explosão de sentimentos".
O local sofreu, assim, uma remodelação especial e espacial.
"Ter flamingos na parede tinha sido mais consensual que astronautas, mas esta escolha enquadra-se muito mais com o que queremos fazer". O tema, salienta Mónica, "liga muito bem com a ideia de 'explorar', viajar, aprender, evoluir...".
No entanto, para o Supernova, isto é mais do que uma ideia. Ele oferece, no mesmo espaço, um pouco de tudo.
Lá pode degustar e deliciar-se com os vários pratos saudáveis que o espaço oferece. Pode escolher, entre outros, saladas, taças de iogurte e tostas, das quais destacamos a Supernova, "a primeira sandes a viajar no espaço". Também há smoothies e sumos, assim como dips vegetarianos. Para estes dias frios, aconselhamos a Bowl de inverno.
Mas no Supernova também decorrem eventos como jantares, workshops e conversas.
O objetivo? Reunir "pessoas com as mesmas paixões que nós: comida, bebida, explorar diferentes culturas e conhecer novas gentes com quem possamos todos aprender", explica Mónica.
É, ao mesmo tempo, assumida a missão de contribuir para um mundo mais justo e tolerante trabalhando em dois campos: impacto social e impacto cultural.
A concretização desta missão passa pela realização de eventos, nos quais se incluem os jantares inspirados nas mais variadas gastronomias.
Os chefs responsáveis por refeições como o Jantar em Casa da Avó ou o Jantar Paquistanês são todos eles convidados a mostrar as suas iguarias aos visitantes. Sejam chefs que trabalhem noutros restaurantes ou em projetos individuais, há uma preocupação em ter "chefs o mais distintos possível para conseguir ter uma oferta para todos (vegans, conservadores, arrojados…)".
E a equipa está sempre pronta a aceitar um desafio. "Às vezes somos nós que organizamos o evento, mas preferimos que sejam pessoas de fora a fazê-lo. Permite-nos conhecer coisas novas e sair da nossa bolha, que no fundo é a razão de ser do Supernova".
Foi neste espírito aberto que o Supernova abriu um concurso para o novo mural do pátio que, segundo Mónica, estará pronto na primavera.
O próximo evento recebe Pedro Guedes que vai falar da sua aventura no Pico Lenine que, com 7134m, é uma das montanhas mais altas do Pamir, que fica na região de Gorno-Badakhshan, entre a fronteira do Tajiquistão e o Quirguistão.