domingo, 01 março 2020 18:26

Roadtrip pelo Douro Vinhateiro

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Sabia que Portugal foi eleito o melhor destino turístico do mundo pelo terceiro ano consecutivo?

Desde o Algarve ao Norte de Portugal, o nosso país está recheado de locais magníficos e boa gastronomia.

Hoje, vamos apresentar-lhe um roteiro de 5 dias de experiências fantásticas, ao volante de uma autocaravana pelo interior-norte de Portugal, para que possa conhecer esta região em toda a sua plenitude. Venha connosco à descoberta!

O primeiro passo para iniciar esta viagem será alugar uma autocaravana, no caso de ainda não ter uma. Para isso, a inComum Magazine sugere-lhe a YESCAPA, uma plataforma online de gestão de autocaravanas particulares, onde poderá facilmente alugar o veículo perfeito para si e para a sua família.

A YESCAPA tem uma vasta oferta de autocaravanas, permitindo-lhe escolher entre os mais variados modelos, - desde perfilada, furgão ou integral - tendo em conta fatores como o número de ocupantes e a presença ou não de animais de estimação. Após esta seleção, basta-lhe entrar em contacto com a empresa que oferece as melhores soluções em autocaravanas na região do Douro para a marcação de um encontro com o proprietário - e já está! O pagamento é feito através da plataforma, garantindo uma transação completamente segura. A YESCAPA assegura ainda um seguro de viagem e contra todos os riscos.

Dia 1: Amarante

Localizada nas margens do rio Tâmega, a cerca de 60 km do Porto, Amarante é uma cidade especial, com um misto de história, natureza, arte e gastronomia. Aqui, poderá desfrutar de uma maravilhosa manhã.

Sugerimos-lhe que inicie o seu dia a conhecer alguns dos melhores exemplos de arte portuguesa no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, onde poderá encontrar, a par com os quadros deste pintor, obras de outros artistas como Acácio Lino ou António Carneiro.

Depois, continue a sua descoberta a pé pela cidade, conhecendo a Igreja e Convento de São Gonçalo. À hora de almoço, delicie-se no restaurante Largo do Paço distinguido com uma Estrela Michelin mas se preferir ficar pelas tascas que servem enchidos, queijos e vinhos da região, as melhores opções são a Tasca do Adérito e a Taberna Don Rodrigo.

De seguida siga pela EN 101, onde passará por Mesão Frio. Esta vila nasce em tempos anteriores à ocupação romana e brinda-o com uma vista fantástica sobre as maravilhosas paisagens do Douro, até chegar a Peso da Régua. Considerada a capital desta região, Peso da Régua é especialmente conhecida pela sua produção do tão nosso Vinho do Porto.

Na Régua, não se esqueça de visitar o Miradouro de São Leonardo em Galafura e desfrutar da sua magnífica vista sobre os vales do Rio Douro. Passe também pelo Museu do Douro e descubra a arte da vinicultura e toda a importância da mesma para o nosso país. Termine com um passeio pela avenida principal, lado a lado com o Rio Douro, e desça até ao cais onde poderá pernoitar no Parque dos Autocarros.  (N 41°09'22", W 7°46'47").

Dia 2: Pinhão

No segundo dia, siga rumo ao Pinhão, pela EN 222, eleita a melhor estrada nacional do mundo para conduzir.

Arrebatadora, esta pequena vila vinhateira de gente simpática é um ponto de paragem obrigatório nas visitas pela região do Douro.

Aqui podemos encontrar a Estação Ferroviária do Pinhão, considerada a mais bonita estação do Douro. Foi construída durante o século XIX e é especialmente conhecida pelos azulejos representativos da produção do Vinho do Porto.

À hora da refeição, para desfrutar dos saborosos pratos típicos da região, recomendamos-lhe restaurantes como o Restaurante Rabelo ou o Veladouro. 

Não termine esta visita sem conhecer pelo menos uma das maravilhosas vinhas e adegas que enriquecem o Pinhão. A inComum Magazine encantou-se com a Quinta do Bonfim, a Quinta de la Rosa e a Quinta das Carvalhas. De paragem obrigatória!

Dia 3: Vila Nova de Foz Côa

Inicie o terceiro dia de viagem com um saltinho à Vila Nova de Foz Côa. Siga novamente pela EN 222 e lembre-se de passar em S. João da Pesqueira, a vila mais antiga de Portugal.

Visitar Vila Nova de Foz Côa é mergulhar no maior museu de arte rupestre paleolítico ao ar livre. Um pedaço de História impossível de ignorar e que é, com toda a certeza, obrigatório neste roteiro. Nesta terra de xisto, conheça as gravuras de arte rupestre no Parque Arqueológico do Vale do Côa, consideradas um verdadeiro tesouro da Humanidade. Aconselhamos-lhe também que visite o Museu do Côa, mas marque a sua visita atempadamente para evitar dissabores.

Mais tarde, dê uma escapadinha até ao Parque Natural do Douro Superior e assista ao pôr-do-sol, num dos maravilhosos miradouros que pode descobrir nesta zona.

Em Foz Côa pode deliciar-se com um belo peixe do rio, frito na Petiscaria Preguiça, localizada junto ao Douro ou até com uns cogumelos recheados com alheira no Restaurante Côa Museu, onde a vista do restaurante sobre os rios Douro e Côa é fantástica.

Aqui, pode pernoitar no Parque de Estacionamento do Museu do Côa.

Dia 4: Chaves

No quarto dia, siga até Chaves. Utilize o IP2 até Macedo de Cavaleiros, seguindo depois pela A4 em direção a Mirandela, onde deve seguir a EN 213 para chegar ao destino.

Chaves é uma cidade milenar que tem muito que oferecer a quem a visita. O grande chamariz turístico desta cidade são as suas termas e o seu enquadramento com o rio Tâmega.

Depois de beber a água termal, suba à Torre de Menagem do Castelo de Chaves onde poderá desfrutar de uma vista panorâmica sobre o actual centro histórico de Chaves, o jardim do Castelo e o Rio Tâmega. Visite também a Igreja da Misericórdia e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, um edifício de betão branco e linhas retas, da autoria do arquiteto Siza Vieira. Não parta sem atravessar a Ponte Romana de Trajano, o monumento romano mais emblemático da cidade.

Nenhuma visita a Chaves fica completa sem comer o famoso pastel de Chaves, de preferência bem quentinho.

Como é típico em todas as regiões de norte a sul de Portugal, Chaves não foge à regra e possui uma gastronomia de comer e chorar por mais. Por isso, sugerimos alguns restaurantes típicos da cidade como o Restaurante Carvalho, Restaurante Adega Faustino e também o Restaurante o Lavrador.

Dia 5: Regresso a casa

Ao aproximar-se do final da sua viagem, chega a hora de entregar a autocaravana ao proprietário. Esperemos que se tenha deixado encantar pela enorme magia das paisagens e História de Portugal, que tantas vezes esquecemos em prol de países vizinhos.

Deixamos uma última recomendação: lembre-se que deve sempre pernoitar em segurança. Existem três locais onde pode fazê-lo: parques de campismo, parques de autocaravanas ou num estacionamento público, respeitando as regras do Código da Estrada.

A inComum Magazine deseja-lhe uma boa viagem!

Ler 1772 vezes Modificado em terça, 03 março 2020 14:59